Superando a Realidade: Motivação de Rebeca Arimi parte 2
- 24 de ago. de 2015
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Dos 3 aos 5 anos Arimi estudou em uma escola perto de sua casa, onde se alfabetizou, mas repetiu a pré- história, pois tinha dificuldades na compreensão e na escrita. Até seis anos só se locomovia para outros lugares com a ajuda da mãe, então ganhou sua primeira cadeira de rodas. Ainda nesta idade foi submetida a uma cirurgia no tornozelo. Aos 9 anos passou por outra provação: uma cirurgia no tendão. Após superar mais esta barreira iniciou a hidroterapia, como tratamento pós- cirúrgico.
Escola: Inclusão Social e Preconceito
A mãe de Rebeca procurou vagas em várias escolas, porém as instituições alegavam falta de profissionais preparados para lidar com deficientes, além disso queriam cobrar uma taxa extra para que alguém cuidasse dela. Absurdo né? Todos deveriam ter direitos iguais.
A única escola que a acolheu foi o Colégio Lumbini, por causa dos projetos de inclusão social . A instituição teve uma grande oportunidade neste sentido, pois Rebeca foi a primeira deficiente a estudar lá. Logo abaixo está um pequeno trecho feito por ela sobre as dificuldades encontradas na escola.
¨Por conta da minha dificuldade motora, no ensino fundamental (especificamente 6º, 7° e 8º ano) quando tinha trabalhos em equipe eu nunca tinha grupo, sempre ficava naquele que “sobrava”, pois os alunos em si achavam que pelo fato de ter dificuldades eu não iria fazer muita coisa, ou não seria de muita ajuda, além de que, muitas pessoas pensavam que eu só tirava nota porque a minha mãe fazia tudo para mim, o que não era verdade, porque ela só me ajudava na parte manual, mas as ideias para o trabalho eram todas minhas então eu conseguia nota por meu próprio mérito.
Esses foram os piores anos da escola, por eu sempre me sentir excluída e chegar a casa desabafando e chorando por causa disso. Assim, minha mãe conversava com as professoras para que eu fizesse o trabalho sozinha mesmo, mas sempre deixando bem claro quais eram as minhas capacidades e limitações
Entretanto, a partir do sétimo ano é que eu realmente me desenvolvi, e as auxiliares apenas me ajudavam na locomoção, não mais na parte acadêmica, a qual, consegui me superar e me desenvolver bem até o ensino médio, com o auxílio e a motivação dos meus pais e dos professores em geral. Do 9° ano do ensino fundamental até o último ano do ensino médio eu consegui mostrar as minhas capacidades intelectuais e provar a todos, inclusive a mim mesma, o meu valor.¨




















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