Entrevista com Adriano Ramos
- 19 de set. de 2015
- 2 min de leitura
Dados do entrevistado:
Nome: Adriano Ramos Pereira
Idade: 33 anos
Profissão: Auxiliar técnico na equipe SESI Suzano
Formação Acadêmica: Educação Física

Rebeca Arimi Suzuki: O que te motivou a trabalhar com o paradesporto?
Adriano Ramos: Meu nome é Adriano Ramos, tenho 33 anos, sou professor de educação física, trabalho com pessoas com deficiência desde 2009, então já são quase 7 anos que eu trabalho com pessoas com deficiência. É legal a minha introdução no meio paradesportivo, quando eu estudava eu ainda estava na faculdade, próximo de realizar o meu TCC, pedi algumas orientações ao meu orientador, e ele é o coordenador de algumas das modalidades paralímpicas daqui do SESI de Suzano e aí ele fez um convite para eu vir fazer um estágio com ele, e acabei gostando. Porém, antes disso, eu já trabalhava numa instituição que atendia pessoas com deficiência, só que lá o meu trabalho era totalmente diferente do que eu faço aqui. Lá eu trabalhava mais com a parte inclusiva e educacional e após esse convite feito pelo coordenador, eu aceitei, e foi um desafio muito bom, vai fazer 5 anos que eu estou aqui, e foi uma experiência que trouxe muitas coisas boas, em relação às expectativas da minha vida, e trabalhar com essas pessoas é muito interessante, porque a gente vê cada dia, etapas de superação de vida, então nós achamos que temos algumas dificuldades mas quando a gente começa a trabalhar com essas pessoas, nós nos identificamos e percebemos que as nossas dificuldades são pequenas em relação às dificuldades que eles têm no dia a dia, na sua locomoção, na sua vida diária. Então tem várias coisas que fazem com que a gente perceba que o esporte, todo o trabalho de inclusão feito aqui no Brasil, por mais que ainda seja aquele trabalho um pouco minucioso, um pouco lento, mas tem algumas instituições alguns trabalhos que são legais, trabalhos que valem a pena serem procurados para essas pessoas com deficiência. E o que mais me chama atenção, em relação a essa questão de trabalho com essas pessoas, e com o esporte paralímpico, é essas questão de cada dia uma superação diferente. Então são situações, que a gente encontra no dia a dia no trabalho deles, em relação ao treinamento, então cada dia a gente consegue ultrapassar um obstáculo. É um trabalho que precisa de muita dedicação, são pessoas que tem uma limitação, não são pessoas que conseguem realizar algo rápido, como as pessoas que não tem deficiência, porém elas conseguem realizar, mas dentro das suas limitações. Então, essas limitações, esses onstáculos que são atingidos por etapas, é o que mais nos estimular a fazer esse trabalho. Então a gente como técnico, como auxiliares técnicos, a gente analisa muito essas questões, então, são coisas assim, mesmo que pequenas, mas são notáveis para os olhos de quem tem o olhar mais técnico, a gente consegue enxergar essas melhorias e isso é o que nos motiva mais e mais a continuarmos no meio do esporte paralímpico.




















Comentários