Entrevista com Raquel Matias Gonzaga
- 19 de set. de 2015
- 2 min de leitura

Dados da entrevistada:
Nome completo: Raquel Matias Gonzaga
Idade: 33 anos
Profissão: Técnica de Auto-Rendimento da Equipe SESI Suzano.
Formação acadêmica: Educação Física
Rebeca Arimi Suzuki: O que te motivou a trabalhar no paradesporto?
Raquel Matias Gonzaga: Bom, meu nome é Raquel, trabalho no SESI há 15 anos, tenho 33 anos, trabalho no paradesporto há 15 anos. Comecei no paradesporto com o Ronaldo, coordenador daqui do SESI, o Oliveira, e na época da faculdade, no 1° ano da faculdade ele pediu que a gente fosse ajudar voluntariamente lá no paradesporto, onde ele já trabalhava; a gente foi em uma entidade, ajudamos eles, e isso - quando eu vi um monte de deficientes lá no ginásio, e tal, você se assusta no primeiro momento, que é: "Onde está todo mundo?", "O que eles vão fazer?" e "O que eu vou fazer com eles?" - porque quando você faz educação física você pede na parte de saúde, na parte física, então voc~e vai na academia e faz um monte de coisas. Aí quando você chega e se depara com o deficiente, você fala: "O que eles vão fazer?". E aí já é uma motivação maior de "o que eu posso fazer para melhorá-los". Aí o Ronaldo mostrou para a gente o esporte paralímpico, que foi a bocha, onde eu iniciei. E quando eu comecei isso, o que me motivou foi ver a superação que cada um tem, a vontade que cada um tem de fazer o esporte, de aprender coisa nova. E o que me motivou naquele exato momento foi aprender essa "coisa nova" que eles também estavam aprendendo e a gente aprendeu junto no começo. E aí voc~e vai estudando, vai fazendo um monte de coisa, e vai querendo melhorar mais isso, deixá-los melhores para uma qualidade de vida melhor, que é a motivação maior que eles têm, de qualidade de vida. E essa qualidade de vida foi me motivando mais, que é o esporte que eles fazem e que é uma qualidade de vida muito grande. E nessa parte, a gente vai fazendo treinamento, vai fazendo um monte de coisa e tal, e aí a gente chega e vai fazendo tudo. Então, assim, a motivação maior é você mostrar a qualidade de vida para o deficiente, colocar isso em prática, não so no papel, porque no papel todo mundo faz, mas agora quando você faz na pr ática é um pouco mais difícil, e deixar eles à vontade para fazer o que eles acham que tem que fazer. Eles já são podados pela limitação, então você podar mais, aí vem a desmotivação. E a gente deixa eles aqui com vontade de fazer o que eles acham que tem que fazer. Então essa é a motivação: qualidade de vida e tudo. Então eles me motivam mais do que eu acho que tem que ser. E é isso!





















Comentários