Seduc avalia criação de escolas para surdos e autistas
- 4 de out. de 2015
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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) iniciou as discussões para a implantação de escola bilíngue para surdos e uma unidade para autistas. As necessidades foram apresentadas ao secretário Permínio Pinto durante reunião na semana passada. Enquanto as pessoas com deficiência auditiva reivindicam uma escola bilíngue, os autistas defendem a implantação de uma escola própria com capacidade para 400 alunos.
Estima-se que existam quase quatro mil pessoas autistas só em Cuiabá e Várzea Grande, sendo cerca de oito mil em todo o estado. Em ambos os casos, faltam professores capacitados. Estes assuntos foram alvos de debates durante a Semana da Pessoa com Deficiência, ocorrida em setembro deste ano, que contou com a participação de técnicos da Seduc.
Já deficientes auditivos solicitam uma escola bilíngue, que consiste na oferta de estudos em Língua de Sinais (Libras), que é a primeira língua para os surdos, e a Língua Portuguesa, a segunda língua para eles. Existe o Centro Estadual de Atendimento e Apoio ao Deficiente Auditivo (Ceaada), em Cuiabá, onde é oferecido Libras, porém os serviços precisam ser ampliados.
Além da necessidade de atender a Capital, a Coordenadoria de Educação Especial da Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso (Seduc), juntamente com os deficientes auditivos, defende a expansão da ação, ou seja, de interação com os municípios.
Segundo informações da Coordenadoria, em 2013 e 2014 foi realizado um trabalho em que os surdos estiveram em alguns Cefapros (Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica de Mato Grosso) oferecendo a formação. A iniciativa contou com a participação de 240 professores, mas foi um curso básico, “que só aguçou a curiosidade para aprenderem a Língua de Sinais”, conforme relatos.




















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