Outubro Rosa: o câncer ensina a levar a vida com mais alegria e humor
- 6 de out. de 2015
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Pouco depois de conversar com o Eu Atleta pela primeira vez a Lucimar voltou a tomar um susto. Um caroço no mesmo seio diagnosticado com câncer um ano antes trouxe de volta o medo.
- Fiquei em pânico: será que iria começar tudo de novo?! Mas foi só um susto, fiz punção e não era câncer – suspirou aliviada a engenheira, agora com 44 anos.
O câncer de verdade havia sido diagnosticado em 2012, detectado em um autoexame e confirmado na mamografia. Parecia uma repetição da sina de sua mãe, morta nove anos antes com câncer de ovário, aos 62 anos. Mas não seria.
- Dei mais sorte. A cirurgia tirou o tumortodo, fiz quimioterapia e radioterapia para evitar que as células se espalhassem por outros órgãos. Estou livre delas desde maio de 2013, mas sigo fazendo exames a cada seis meses, como todo mundo que já teve algum tumor – conta.
Um alívio voltar a viver em paz, sem remédio, sem medo. Mesmo careca, eu ia à praia, tinha uma urgência de ser feliz!
Lucimar Carneiro
Logo depois da alta parcial, a corrida ajudou a retomar a vida e manter o corpo, cada vez mais difícil com a passagem dos anos. O esporte era um símbolo de renovação.
- O primeiro verão depois da “quimio” foi inesquecível! Um alívio poder voltar a viver em paz, sem remédio, sem medo. Mesmo careca, eu ia à praia, desfilava meus lenços, tinha uma urgência de ser feliz – conta.
A perda de cabelo mexeu com a vaidade, principalmente para a descendente de japoneses que sempre tem longas madeixas muito bem cuidadas. Não era o foco na época da doença, mas incomodava. Agora não incomoda mais.
- No meio de um tratamento de câncer dá até vergonha dizer que você está preocupada com o cabelo, mas o fato é que o meu era muito importante para mim. Olhava no espelho e não me reconhecia direito, perdi parte da identidade com ele. Agora voltei a ser a Lu de antes, só com mais prazer em cada pequeno momento, com a vida renovada – finaliza.




















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